"Nada do que possuímos intelectualmente pode ser inteiramente perdido" - S. Freud
Se entramos numa biblioteca e escolhemos, ao acaso, tirar da estante um livro carcomido, uma edição de 1944 na qual ninguém encostava ao menos desde 1999. Dá pra pensar na biblioteca do Mattia Pascal, com o todo o conhecimento de um mundo confinado a uma paróquia de vilarejo - e o tempo matando tudo.
Acabei de ler Floradas na serra, da Dinah Silveira de Queiroz - que parece ter sido um tipo de best-seller dos anos 30, que virou filme nos 50 e teve sua última edição impressa nos 70. E que é um livro bobinho, cheio de gente morta, com algumas partes muito bonitas. Vou postar aqui dois trechos, sendo que o primeiro é pra ser lido em voz alta, lambendo as sílabas.
E neste post fica uma espécie de gratidão ao esquecimento.
"Entraram. Fazendo roda, moças e rapazes risonhos marcam a cadência e alguém dança. Dr. Celso rompe o círculo. Uma nuvem cor de rosa passa e repassa num rodopio constante."
"Havia na sua tristeza a sombra de uma vaidade mística"
2 comentários:
Olá, moço.
Tinha ouvido falar dessa escritora, mas nunca li nada dela. O mais engraçado é que me parece que o seu primeiro livro se chama "Pecado", né? (risos). Não sei, mas com esse nome e com esse título, ela deve ter pertencido à Liga das Senhoras Católicas do Estado de São Paulo. Fiquei curioso (haha).
Inté!
Oi!!!
Mudou o blog...
Também mudei. Casa nova... uma bagunça... muito cansado... muito contente.
Logo mando novas...
afagos...
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