[xi]
"let's start a magazine
to hell with literature
we want something redblooded
lousy with pure
reeking with stark
and fearlessly obscene
but really clean
get what I mean
let's not spoil it
let's make it serious
something authentic and delirious
you know something genuine like a mark
in a toilet
graced with guts and gutted
with grace"
squeeze your nuts and open your face
- - -
[xi]
"fundemos uma revista
que se lixe a literatura
queremos uma coisa com sangue na guelra
piolhosa com pura
fedendo com absoluta
e destemidamente obscena
mas deveras limpa
estão a ver
não estraguemos a coisa
façamos a coisa a sério
qualquer coisa de autêntico e delirante
percebem qualquer coisa de genuíno como uma marca
numa retrete
agraciada com gana e esganada
com graça"
apertem os tomates e abram a cara
sábado, 20 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Ítaca perdida
A pantera
No Jardin des Plantes, Paris
Seu olhar, de tanto percorrer as grades,
está fatigado, já nada retém.
É como se existisse uma infinidade
de grades e mundo nenhum mais além.
O seu passo elástico e macio, dentro
do círculo menor, a cada volta urde
como que uma dança de força: no centro
delas, uma vontade maior se aturde.
Certas vezes, a cortina das pupilas
ergue-se em silêncio. - Uma imagem então
penetra, a calma dos membros tensos trilha -
e se apaga quando chega ao coração.
(Rainer Maria Rilke, trad. José Paulo Paes)
No Jardin des Plantes, Paris
Seu olhar, de tanto percorrer as grades,
está fatigado, já nada retém.
É como se existisse uma infinidade
de grades e mundo nenhum mais além.
O seu passo elástico e macio, dentro
do círculo menor, a cada volta urde
como que uma dança de força: no centro
delas, uma vontade maior se aturde.
Certas vezes, a cortina das pupilas
ergue-se em silêncio. - Uma imagem então
penetra, a calma dos membros tensos trilha -
e se apaga quando chega ao coração.
(Rainer Maria Rilke, trad. José Paulo Paes)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
hh
como te
escrevo
escritora?
*

escrevo
escritora?

casa do sol
o jardim seco. e a dama bebe
após as sete
acorda às onze. lê jornais. “falam de mim”?
liga para deus e todo mundo.
“ninguém retorna”
confessa ao hóspede,
tem pena de parede
e cachorro de rua
(em sua cama dorme seis)
a criada guarda espingarda e pólvora
(prevenida contra intrusos),
a dama sai à meia-noite
pedindo na estrada que a levem
alguém disse que seu coração é seco
como o jardim. e a dama bebe
após as sete
Marília Kubota
Em: Selva de sentidos, 2008. Edições Água Forte. Curitiba, 2008.
no papel de rascunho, 03/12/08
domingo, 23 de novembro de 2008
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
todo mundo precisa de beijo
G1: Você já usou a imagem do espantalho e do agrotóxico para explicar a dificuldade de se produzir uma cultura de contestação hoje…
CHACAL: O espantalho é o inimigo à vista. Um alvo fácil e meio trapalhão, como era a ditadura militar. Hoje o mercado é uma espécie de agrotóxico que introjeta o veneno dentro de cada um. Quem é e onde está o inimigo? O sistema, com seus requintes, seus disfarces, é super competente, mega-divertido, ultra-cruel e suicida. “Para a catástrofe, em busca da sobrevivênvia, vivemos”, escreveu Murilo Mendes.
http://chacalog.zip.net/
15/11/08
CHACAL: O espantalho é o inimigo à vista. Um alvo fácil e meio trapalhão, como era a ditadura militar. Hoje o mercado é uma espécie de agrotóxico que introjeta o veneno dentro de cada um. Quem é e onde está o inimigo? O sistema, com seus requintes, seus disfarces, é super competente, mega-divertido, ultra-cruel e suicida. “Para a catástrofe, em busca da sobrevivênvia, vivemos”, escreveu Murilo Mendes.
todo mundo precisa de beijo
o ascensorista a vitrinista
a judoca o playboy
o zagueiro o bombeiro o hidrante
o hidrante precisa também
de cuidados água farta
analgésico e dinheiro
todo mundo precisa de dinheiro
o maracanã o pavilhão de são cristóvão
o cristo a pedra da gávea o dois irmãos
quem não precisa de dinheiro?
todo mundo precisa de beijo
http://chacalog.zip.net/
15/11/08
domingo, 16 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Se o tradutor é um traidor, o leitor pode ser um assassino - de palavras, é claro. Há sempre a tentação do cinismo, aqui sinônimo de desfaçatez, com que fingimos ler aquilo que não conseguimos ler.
da resenha de José Castello sobre o livro do Ismar Tirelli Neto, aqui.
sábado, 25 de outubro de 2008
epígrafe
o medo amarela
os dentes corrói
todas as tentativas
de nomeá-lo
nada nos assegura
nem ninguém poderá
nos defender: estamos vivos
e se do paraíso estamos longe
cada vez mais longe quero viver
distante, muito distante
do que só é possível no papel.
""
os dentes corrói
todas as tentativas
de nomeá-lo
nada nos assegura
nem ninguém poderá
nos defender: estamos vivos
e se do paraíso estamos longe
cada vez mais longe quero viver
distante, muito distante
do que só é possível no papel.
""
sábado, 18 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
fogo fátuo
Sem vontade de seguir com vida, mas perseguido pelo medo da morte, deixou de lado gatilho e deletou seu perfil em suas redes sociais.
mais aqui
mais aqui
sábado, 11 de outubro de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
FASCISMO E COTIDIANO
ROMA
"Depois de quinze longos anos sob várias administrações públicas de partidos de esquerda que mais praticavam filosofia que administração e que faziam de seus contribuintes/munícipes meros patrocinadores de um exaustivo e nada prático programa 'politicamente correto' (o que por pouco não acabou de vez com o turismo local), o povo de Roma, sem medo de ser feliz, acaba de eleger Gianni Alemanno, cujo discurso de campanha o tempo todo jamais cedeu à tentação fácil de mentir sobre o que ele é, sobre o que pensa e ainda o que fará à frente de uma prefeitura como a de Roma.
Roma, que infelizmente está infestada de travestis e mendigos, viciados e prostitutas, suja e cheirando mal, dacadente mesmo, finalmente terá uma chance de renascer fora da poesia utópica que quase a faliu. Que sirva de inspiração aos paulistanos na próxima eleição."
Paulo Boccato (São Carlos, SP)
(publicado no Painel do Leitor, da Folha de São Paulo. Domingo, 4 de maio de 2008)
ROMA
O Sr. Paulo Boccato, no Painel do Leitor do último domingo, ao saudar a eleição do novo prefeito de Roma, escreve que este poderá "finalmente" melhorar a capital italiana, que segundo o Sr. Boccato "infelizmente está infestada de travestis e mendigos, viciados e prostitutas, suja e cheirando mal, decadente mesmo". O leitor (que é de São Carlos) termina o comentário fazendo um chamado aos paulistanos: façam como os romanos.
São Paulo, certamente, também está "infestada" por essa escória - e definitivamente não cheira bem, digam-no as marginais. Portanto, apesar de mendigos, travestis, viciados e prostitutas serem, no final das contas, seres humanos que, como eu e você, vivem vidas específicas dentro de situações que não controlam completamente, talvez seja interessante destituí-los do pouco e incerto espaço que ocupam na cidade e tratá-los como sub-humanos, como gafanhotos que infestam e enfeiam a nossa bela São Paulo. Ocorre-me que a mesma Roma exaltada pelo Sr. Boccato já definiu, nos anos 1930, políticas públicas para o bem-estar comum que passavam por essa dedetização social e que nunca foram propriamente copiadas no Brasil. Copiemo-las, como escreve Boccato, "sem medo de ser feliz". Pela nossa felicidade, façamos como os romanos. Façamos.
(enviada por mim ao mesmo Painel na terça, 06 de maio)
"Depois de quinze longos anos sob várias administrações públicas de partidos de esquerda que mais praticavam filosofia que administração e que faziam de seus contribuintes/munícipes meros patrocinadores de um exaustivo e nada prático programa 'politicamente correto' (o que por pouco não acabou de vez com o turismo local), o povo de Roma, sem medo de ser feliz, acaba de eleger Gianni Alemanno, cujo discurso de campanha o tempo todo jamais cedeu à tentação fácil de mentir sobre o que ele é, sobre o que pensa e ainda o que fará à frente de uma prefeitura como a de Roma.
Roma, que infelizmente está infestada de travestis e mendigos, viciados e prostitutas, suja e cheirando mal, dacadente mesmo, finalmente terá uma chance de renascer fora da poesia utópica que quase a faliu. Que sirva de inspiração aos paulistanos na próxima eleição."
Paulo Boccato (São Carlos, SP)
(publicado no Painel do Leitor, da Folha de São Paulo. Domingo, 4 de maio de 2008)
ROMA
O Sr. Paulo Boccato, no Painel do Leitor do último domingo, ao saudar a eleição do novo prefeito de Roma, escreve que este poderá "finalmente" melhorar a capital italiana, que segundo o Sr. Boccato "infelizmente está infestada de travestis e mendigos, viciados e prostitutas, suja e cheirando mal, decadente mesmo". O leitor (que é de São Carlos) termina o comentário fazendo um chamado aos paulistanos: façam como os romanos.
São Paulo, certamente, também está "infestada" por essa escória - e definitivamente não cheira bem, digam-no as marginais. Portanto, apesar de mendigos, travestis, viciados e prostitutas serem, no final das contas, seres humanos que, como eu e você, vivem vidas específicas dentro de situações que não controlam completamente, talvez seja interessante destituí-los do pouco e incerto espaço que ocupam na cidade e tratá-los como sub-humanos, como gafanhotos que infestam e enfeiam a nossa bela São Paulo. Ocorre-me que a mesma Roma exaltada pelo Sr. Boccato já definiu, nos anos 1930, políticas públicas para o bem-estar comum que passavam por essa dedetização social e que nunca foram propriamente copiadas no Brasil. Copiemo-las, como escreve Boccato, "sem medo de ser feliz". Pela nossa felicidade, façamos como os romanos. Façamos.
(enviada por mim ao mesmo Painel na terça, 06 de maio)
segunda-feira, 28 de abril de 2008
ATÉ QUE UM DIA, O OUTRO
até que um dia, o outro
que com a língua
sorvia
e com saliva
já fazia tranças
nos pêlos nunca antes depilados
do meu digníssimo cu
(em setelinhas)
que com a língua
sorvia
e com saliva
já fazia tranças
nos pêlos nunca antes depilados
do meu digníssimo cu
(em setelinhas)
segunda-feira, 21 de abril de 2008
TRY IT?
PLEASE DO NOT READ THIS YOU WILL GET KISSED ON THE NEAREST FRIDAY BY THE LOVE OF YOUR LIFE. TOMORROW WILL BE THE BEST DAY OF YOUR LIFE. HOWEVER IF YOU DONT POST THIS COMMENT TO AT LEAST 3 VIDEOS YOU WILL DIE WITHIN 2 DAYS. NOW UV STARTED DIS DONT STOP THIS SO SCARY. xSEND THIS TO OVER 5 VIDEOS IN 143 MINUTES WHEN UR DONE PRESS F6 AND UR CRUSHES NAME WILL APPEAR ON THE SCREEN IN BIG LETTERS. THIS IS SO SCARY CAUSE IT ACTUALLY WORKS. THIS ACTUALLY WORKS! TRY IT?
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Nosso Lar
"A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia. Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia justa."
(de Nosso Lar, ditado pelo espírito de André Luiz a Francisco Cândido Xavier)
(de Nosso Lar, ditado pelo espírito de André Luiz a Francisco Cândido Xavier)
quinta-feira, 10 de abril de 2008
MEU AMOR SECRETO, MEU AMOR CALADO
para a júlia
passei a tarde pensando nisso, de como existe um cultivo intelectual severo e defensivo no que parte de mim e uma outra escrita mais, não sei?, lírica, mulherzinha, sabe lá.

"- Eu não consigo entender nada do que se passa - meu amor secreto, meu amor calado, não acrescentou, talvez agora desse um suspiro mas não morrese, ou engolisse o dente para rasgar as tripas ou quem sabe cuspi-lo longe convulsivo como numa hemoptise, e sobre o chão vomitar a tarde? a história? a perda? a morte? o medo? a solidão? quem sabe o nojo antigo sedimentado e sem remédio."
(de "Por uma tarde de junho", de Caio Fernando Abreu)
...
(cuspi lolonge
convulsivo comonuma hemoptise)
quem quer o texto efeminado?
amiguinha:
os culhões que pode ter
uma menininha!
(isso pra ficar só no falogismo)

e o quanto pode afetar um texto
cheio de afetações!
terça-feira, 8 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
MONUMENTO DE CULTURA
"Os jovens gregos aprendiam a ler com Homero. O texto era apresentado sob a forma de rolos - em latim, volumina (daí o termo 'volume') -, pouco cômodos de manusear. Por isso, utilizavam-se, com freqüência, os serviços de um escravo."
(em O mundo de Homero, de Pierre Vidal-Naquet. Trad. Jônatas Batista Neto)

escrita como violência
(em O mundo de Homero, de Pierre Vidal-Naquet. Trad. Jônatas Batista Neto)

escrita como violência
quinta-feira, 27 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
Conversa de Senhoras

GODARD
AI O GODARD
AI AI O GOD
ARD O GODAR
D O GOD
AI O GOZAR
DO GODARD DO AI AI
O GO DAR PRO GO
DARDENGORDARDOGO
DAR AI AI O GO
DAR O GODARD O
GODARD GODAR
DO GOD
ARD O
GOD
AR
AI
sábado, 22 de março de 2008
Pequena História da Linguagem
“se a linguagem exprime, não o faz na medida em que imite ou reduplique as coisas, mas na medida em que manifesta e traduz o querer fundamental daqueles que falam”

palavrararasconosciutavermelha
no texto incolor
cujacormanifestaolhosdaltônicosdoleitor
(rugidomudo.)
O leão na floresta ruge alto e forte. Gazelas, abutres, girafas: todos ouvem seu rugir. Até onde o ouvido ouve, lá é reino do leão.
(Além, porém, o leão não sabe.)
Leão RUGE e a relva vibra com seu bafo, som tão alto ensurdece os prados planícies da savana, som que não encontra parede ou montanha.
O leão não caça, ele só come. Não pare, apenas prole. Mesmo medo mete pouco – mas nenhum outro bicho faz o som que ele faz. E bicho outro algum se coroa como rei dos animais. Disso vivem os leões: da tanta altissonância.
E os humanos, quando nascem, berram o quanto podem. Depois a gente reduz o som, mas, se você for ver, no fundo o berro é o mesmo, a superfície é que difere. Alguns povos desenvolveram a escrita, que é quando o berro, que virou sussurro, vira por fim silêncio. No fundo é o mesmo berro. Difere o modo de articulá-lo, e isso vai do quanto você está empenhado
em comer o seu interlocutor.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Uma idéia
O Joan Brossa se fingia de louco manso para que a família o sustentasse financeiramente e ele pudesse se dedicar exclusivamente à poesia.


terça-feira, 18 de março de 2008
Admirável mundo ovo
"em vez de fazer canja , esperou a galinha botar um ovo e tec-tec frishhhhh"

novidades em
http://setelinhas.blogspot.com
cocó!

novidades em
http://setelinhas.blogspot.com
cocó!
segunda-feira, 17 de março de 2008
EXERCÍCIOS SOBRE FIGO
(para Caio Fernando Abreu)

I
figo é a flor
no fruto temperado
com veneno
que eu devoro,
figo após figo,
e fica a caixa vazia olhando
pra mim
II
figo é a flor
no fruto aberto que
desperta e pulsa e eu
devoto sugo o
sumo que jorra após romper-se a
casca regada de
veneno
III
figo é a flor que eu
falo em fuga enquanto o
sulco estende o sumo ao
veneno que furto e
devoro
abrupto

I
figo é a flor
no fruto temperado
com veneno
que eu devoro,
figo após figo,
e fica a caixa vazia olhando
pra mim
II
figo é a flor
no fruto aberto que
desperta e pulsa e eu
devoto sugo o
sumo que jorra após romper-se a
casca regada de
veneno
III
figo é a flor que eu
falo em fuga enquanto o
sulco estende o sumo ao
veneno que furto e
devoro
abrupto
PREMIÈRE
First leçon de français
1. Respondez:
a) Quelle est ta profession?
R: Je ne sais pas.
b) Comment tu t'appelles?
R: Je ne sais pas.
c) Qui es-tu?
R: Je ne sais pas.
Trés bien!
Second leçon de français
1. Traduire ce poem de Jacques Prévert:
Déjeuner du Matin
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petit cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s'est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu'il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j'ai pris
Ma tête dans ma main
Et j'ai pleuré.
...
Escrivez ta tradution ici: ...............................................
..........................................................................
..........................................................................
..........................................................................
..........................................................................
..........................................................................
...
Trés bien!
2. Allors
puoi descanser
et pleurer
pour the milk
derramé,
mon petit!
1. Respondez:
a) Quelle est ta profession?
R: Je ne sais pas.
b) Comment tu t'appelles?
R: Je ne sais pas.
c) Qui es-tu?
R: Je ne sais pas.
Trés bien!
Second leçon de français
1. Traduire ce poem de Jacques Prévert:
Déjeuner du Matin
Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petit cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s'est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu'il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j'ai pris
Ma tête dans ma main
Et j'ai pleuré.
...
Escrivez ta tradution ici: ...............................................
..........................................................................
..........................................................................
..........................................................................
..........................................................................
..........................................................................
...
Trés bien!
2. Allors
puoi descanser
et pleurer
pour the milk
derramé,
mon petit!
domingo, 16 de março de 2008
às vezes você é muito velha pra dançar um funk
muito nova pra ficar em casa tricotando um câncer
é muito velha pra se declarar numa carta
muito nova pra ficar pensando tanto
eu ando atropelando
convido uns velhos pra mascar chicletes
no paraíso todos voltam a ter dentes
e reúno a mocidade pra tomar um chá
fingindo que ainda não vi o suficiente
(Angélica Freitas, aqui. Pra mim e pro Otavio)
muito nova pra ficar em casa tricotando um câncer
é muito velha pra se declarar numa carta
muito nova pra ficar pensando tanto
eu ando atropelando
convido uns velhos pra mascar chicletes
no paraíso todos voltam a ter dentes
e reúno a mocidade pra tomar um chá
fingindo que ainda não vi o suficiente
(Angélica Freitas, aqui. Pra mim e pro Otavio)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
... E, é claro, atrocidades que não estejam garantidas em nossa mente por imagens fotográficas bem conhecidas, ou das quais simplesmente temos poucas imagens - o extermínio total do povo hereró, na Namíbia, decretado pela admnistração colonial alemã, em 1904; o ataque japonês contra a China, em especial o massacre de quase 400 mil pessoas e o estupro de 80 mil chinesas em dezembro de 1937, o chamado Estupro de Nanquim; o estupro de cerca de 130 mil mulheres ou meninas (das quais 10 mil cometeram suicídio) pelos soldados soviéticos vitoriosos, deixados à solta por seus oficiais comandantes, em Berlim, em 1945 -, parecem mais remotas. Essas são lembranças que poucos se deram ao trabalho de reivindicar.

(Susan Sontag, Diante da dor dos outros, trad. Rubens Figueiredo)
(Susan Sontag, Diante da dor dos outros, trad. Rubens Figueiredo)
sábado, 16 de fevereiro de 2008
MORTOS QUE ANDAM
Meu Deus, os mortos que andam!
Que nos seguem os passos
e não falam.
Aparecem no bar, no teatro, na biblioteca.
Não nos fitam,
não nos interrogam,
não nos cobram nada.
Acompanham, fiscalizam
nosso caminho e jeito de caminhar,
nossa incômoda sensação de estar vivos
e sentir que nos seguem, nos cercam,
imprescritíveis. E não falam.
(Carlos Drummond de Andrade, em Corpo)
Meu Deus, os mortos que andam!
Que nos seguem os passos
e não falam.
Aparecem no bar, no teatro, na biblioteca.
Não nos fitam,
não nos interrogam,
não nos cobram nada.
Acompanham, fiscalizam
nosso caminho e jeito de caminhar,
nossa incômoda sensação de estar vivos
e sentir que nos seguem, nos cercam,
imprescritíveis. E não falam.
(Carlos Drummond de Andrade, em Corpo)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
ANOTAÇÕES EM DIÁLOGO
"Ser legitimado pelo Estado é aceitar os termos de legitimação oferecidos e descobrir que o senso público e reconhecível da pessoalidade é fundamentalmente dependente do léxico dessa legitimação. (...) O debate sobre casamento gay se dá nessa lógica, pois reduz-se quase imediatamente à questão sobre se o casamento deve ser legitimamente ampliado a homossexuais, e isso significa que o campo sexual é circunscrito de tal modo que a sexualidade é pensada em termos de aquisição de legitimidade."
- Judith Butler, aqui -
...
"O movimento brusco de unificação, iniciado desde os primórdios do período capitalista em meados do século XVI, é também um movimento de diversificação que consagra o princípio da unidade e diversidade da história. Tal movimento atinge o seu ápice neste moribundo período tecnológico, quando cada nação só parece poder encontrar o seu destino na forma de um Estado.
A Nação-Estado é a formação socioeconômica por excelência, não menos pela necessidade e complexidade das relações exteriores que pelas necessidades emergentes das sociedades locais. Neste mundo de agudas contradições, a proliferação dos Estados é uma necessidade para a expansão do imperialismo em sua fase atual, porque ele institucionaliza e facilita a penetração. A Nação-Estado é em grande parte consolidada e, por vezes, o resultados das contradições internas criadas pelo capitalismo tecnológico, notadamente por aspirações que a exacerbação da publicidade e do comércio exterior faz nascer, como a diversificação do consumo, desde a alimentação até a educação."
- Milton Santos, "O presente como espaço", in Pensando o Espaço do Homem -
"Ser legitimado pelo Estado é aceitar os termos de legitimação oferecidos e descobrir que o senso público e reconhecível da pessoalidade é fundamentalmente dependente do léxico dessa legitimação. (...) O debate sobre casamento gay se dá nessa lógica, pois reduz-se quase imediatamente à questão sobre se o casamento deve ser legitimamente ampliado a homossexuais, e isso significa que o campo sexual é circunscrito de tal modo que a sexualidade é pensada em termos de aquisição de legitimidade."
- Judith Butler, aqui -
...
"O movimento brusco de unificação, iniciado desde os primórdios do período capitalista em meados do século XVI, é também um movimento de diversificação que consagra o princípio da unidade e diversidade da história. Tal movimento atinge o seu ápice neste moribundo período tecnológico, quando cada nação só parece poder encontrar o seu destino na forma de um Estado.
A Nação-Estado é a formação socioeconômica por excelência, não menos pela necessidade e complexidade das relações exteriores que pelas necessidades emergentes das sociedades locais. Neste mundo de agudas contradições, a proliferação dos Estados é uma necessidade para a expansão do imperialismo em sua fase atual, porque ele institucionaliza e facilita a penetração. A Nação-Estado é em grande parte consolidada e, por vezes, o resultados das contradições internas criadas pelo capitalismo tecnológico, notadamente por aspirações que a exacerbação da publicidade e do comércio exterior faz nascer, como a diversificação do consumo, desde a alimentação até a educação."
- Milton Santos, "O presente como espaço", in Pensando o Espaço do Homem -
domingo, 6 de janeiro de 2008
UMA VIDA
Eu vou casar. Ter uma casa, um filho, uma vida. Feliz, comprida - e não interrompida.
...

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2792,1.shl
Eu vou casar. Ter uma casa, um filho, uma vida. Feliz, comprida - e não interrompida.

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2792,1.shl
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
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