segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

ANOTAÇÕES EM DIÁLOGO

"Ser legitimado pelo Estado é aceitar os termos de legitimação oferecidos e descobrir que o senso público e reconhecível da pessoalidade é fundamentalmente dependente do léxico dessa legitimação. (...) O debate sobre casamento gay se dá nessa lógica, pois reduz-se quase imediatamente à questão sobre se o casamento deve ser legitimamente ampliado a homossexuais, e isso significa que o campo sexual é circunscrito de tal modo que a sexualidade é pensada em termos de aquisição de legitimidade."

- Judith Butler, aqui -

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"O movimento brusco de unificação, iniciado desde os primórdios do período capitalista em meados do século XVI, é também um movimento de diversificação que consagra o princípio da unidade e diversidade da história. Tal movimento atinge o seu ápice neste moribundo período tecnológico, quando cada nação só parece poder encontrar o seu destino na forma de um Estado.

A Nação-Estado é a formação socioeconômica por excelência, não menos pela necessidade e complexidade das relações exteriores que pelas necessidades emergentes das sociedades locais. Neste mundo de agudas contradições, a proliferação dos Estados é uma necessidade para a expansão do imperialismo em sua fase atual, porque ele institucionaliza e facilita a penetração. A Nação-Estado é em grande parte consolidada e, por vezes, o resultados das contradições internas criadas pelo capitalismo tecnológico, notadamente por aspirações que a exacerbação da publicidade e do comércio exterior faz nascer, como a diversificação do consumo, desde a alimentação até a educação."

- Milton Santos, "O presente como espaço", in Pensando o Espaço do Homem -

domingo, 6 de janeiro de 2008

UMA VIDA

Eu vou casar. Ter uma casa, um filho, uma vida. Feliz, comprida - e não interrompida.


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Summertime, de Edward Hopper

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2792,1.shl

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

tudo o que
quero vislumbro
como não.
fabrico as
coisas que -
acontecerão?
como a grande
coisa que
já quis e
foi a flor do que
eu faria

mas não fiz

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

La existencia no es otra cosa que la inserción del tiempo en la carne.

(Francisco Brines, em prefácio aos poemas de Domingo Rivero publicados em Yo, a mi cuerpo - lembrança do Fabinho em Buenos Aires em 2007. Lembrança projetada para 2008. Poemas de morte, amizade e móveis de madeira. Projetos.)