
"Abri o meu jeans e mostrei pra ele o que eu realmente estava sentindo."
(in http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/9_80_62964.shtml)



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Anotações da palestra "Relações raciais na literatura brasileira", proferida pela Profa. Dra. Regina Dalcastagnè (UnB) no evento "Literatura e Conflitos Sociais", realizado na Faculdade de Letras da USP no último 16 de agosto.
(link para a pesquisa: http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=2398)
- Bakhtin: "o escritor é aquele que fala no lugar de um outro"
- o silêncio dos marginalizados é coberto pelas vozes que se soprepõem a eles, e às vezes quebrado por uma voz marginalizada que se sobressai
(representação, representatividade)
- as representações da literatura não dão conta da representatividade dos diversos grupos raciais
- literatura brasileira de hoje: "a classe média olhando para a classe média"
- "a boa vontade daquele que vê o outro não substitui a necessidade da voz do outro"
- na pesquisa, entre 200 e tantos autores, apenas 4 não-brancos
- a população idosa quase não aparece nesses romances também
- os brancos são protagonistas e narradores, os negros não têm voz. Somente 5 narradores negros, apenas 1 deles é mulher.
- as histórias se passam predominantemente no universo privado: não há universo do trabalho, nem futebol, carnaval ou televisão nesses romances. (Negros, quando aparecem, eles sim estão ligados ao universo do trabalho)
- brancxs: homens são escritores, mulheres são donas-de-casa; negrxs: homens são bandidos, mulheres são empregadas domésticas e prostitutas
- relações entre negros e brancos: violência (do negro para com o branco)
- o racismo não é tema da literatura contemporânea




