quinta-feira, 10 de abril de 2008

MEU AMOR SECRETO, MEU AMOR CALADO

para a júlia

passei a tarde pensando nisso, de como existe um cultivo intelectual severo e defensivo no que parte de mim e uma outra escrita mais, não sei?, lírica, mulherzinha, sabe lá.




"- Eu não consigo entender nada do que se passa - meu amor secreto, meu amor calado, não acrescentou, talvez agora desse um suspiro mas não morrese, ou engolisse o dente para rasgar as tripas ou quem sabe cuspi-lo longe convulsivo como numa hemoptise, e sobre o chão vomitar a tarde? a história? a perda? a morte? o medo? a solidão? quem sabe o nojo antigo sedimentado e sem remédio."

(de "Por uma tarde de junho", de Caio Fernando Abreu)

...

(cuspi lolonge
convulsivo comonuma hemoptise)

quem quer o texto efeminado?

amiguinha:
os culhões que pode ter
uma menininha!

(isso pra ficar só no falogismo)



e o quanto pode afetar um texto
cheio de afetações!

Um comentário:

júlia disse...

love love love
it's easy
there's nothing you can make that can't be made, marquitos, meu gênio da lâmpada em caio, te possuo cariño